E aí, qual a próxima rede social?

23.1.18

Quantas redes sociais você tem?! Em quantos sites produz conteúdo?! 

É algo bom a se pensar... depois que entrei em alguns sites para conhecer e pesquisar trabalhos freelancers voltados pra essa área de design, tive um susto, heuhe! Primeiro que veio aquela sensação de: meu Deus, quanta coisa! Tudo acontece rápido, que a gente acaba se sentindo até meio perdida ali - mas tudo bem, é o feeling de iniciante, heuhe! Depois, de ver a oferta / procura de profissionais pra desenvolver apps, websites, uma infinitude de coisas, e perceber que eles se fazem cada vez mais importantes no nosso dia a dia, fiquei refletindo sobre várias coisas...

A primeira é perceber com mais significado, ou pelo menos uma percepção diferente, as "fases" que acontecem até mesmo na internet. Por exemplo, houve o boom dos blogs há um tempo, e hoje em dia, isto é praticamente uma forma de produzir dinheiro, até a relação de significado com estas plataformas mudou. Mas depois disto, veio o boom dos youtubers... e assim por diante, com várias "modas" sendo lançadas e finalizadas a cada determinada época. Recentemente, vejo bastante pessoas escrevendo no Medium. Até criei uma conta lá pra acompanhar os artigos que me interessam, mas ainda sim me considero chegando tarde porque percebi que a plataforma existe há alguns anos já... Isso tudo me deixou bastante pensativa. A quantidade de informação disponível aumenta a cada dia... atualmente, todo mundo e qualquer pessoa pode produzir conteúdo, crescer a alcançar multidões. O que determinaria, então, o sucesso de cada plataforma?! Será que é algo atribuído enquanto um grupo? Mas como isto começa, como se espalha?! O segredo é "apenas" o marketing?!

Esteja sempre visível e as pessoas sempre lembrarão de você. Esteja em todos os lugares.

Eu fazia estas mesmas perguntas quando estava na faculdade de Moda. Quem inicia isso tudo?! Imaginava que fossem as grandes marcas / grandes nomes. Hoje em dia, a internet parece nivelar isto e dar mais voz ao povo. Acredito até que toda moda nasce nas subculturas porque já vi também grandes nomes / marcas arrematarem para si, na passarela, tendências que já vira antes em ~comunidades comuns~, com pessoas ditas comuns. "A arte imita a vida, a vida imita a arte..." E no meio de tanta informação, quem somos nós?! Quem determinamos ser?! Quem acreditamos, inspiramos, modificamos, até criamos ser? Eu vejo reivindicações de posse em cima de criações que por si só, também são cópias. Cópia da cópia da cópia... 

"O que é reverenciado em um país, será cultivado nele." 

Acho que li essa frase em Fundação, se não me engano, e confesso que já iniciei o ano na releitura porque eu amo esses livros! Isto me faz pensar em como certas figuras públicas fazem sucesso aqui, ou no exterior, e sobre os governantes também. Porque nos revoltamos tanto, se somos nós que damos poder à eles?! Somos nós, até mesmo com nossos próprios olhos, que damos a audiência à isto tudo. Me faz lembrar de Admirável Mundo Novo... Nos revoltamos tanto, mas não percebemos que fazemos parte de um grupo, não somos nosso pequeno mundo individual, com nossos problemas e felicidades particulares... Fazemos parte de uma sala de aula, de um escritório de trabalho e empresa, somos uma comum-unidade, e juntos todos somos a espécie humana. Somos um organismo vivo... onde focamos nossa atenção conjunta, cresce.

É tudo muito, tudo precisa ser monetizado, nada parece ser suficiente, se você se contenta, é um fracassado-deprimido-desanimado-triste-doente, você não está normal se não está correndo com eles. Chegamos ao nosso sonho, e ainda assim ele não é suficiente. Queremos mais. Mais fama, mais dinheiro, mais alcance, mais divulgação, mais roupas, mais sapatos, mais mais mais mais. E inventamos nomes para diversos tipos de doenças que nós mesmos criamos, e acreditamos nelas, levantamos bandeiras como se fosse orgulho sofrer daquilo, e parece que desde sempre, nunca conseguimos viver sem colocar algo em um pedestal porque simplesmente não queremos admitir que podemos ser felizes agora. Felicidade?! É sempre distante, é sempre lá na frente, no mais... no futuro que não existe, porque só existe o Agora. E aí, infelizes, reclamamos. Ditadura da felicidade, ditadura da infelicidade, levantam-se inúmeras bandeiras e vistam-se as camisas de diversas causas. E cria-se mais informação. Reclama-se do proselitismo criando-se mais proselitismo.


E aí, qual a próxima rede social? 

Crie-na e faça o maior número de pessoas utilizarem, determinando assim, seu sucesso. Mesmo que seja apenas para fazer e falar as mesmas coisas de sempre. Mudam-se os tempos, mas os tempos ainda continuam os mesmos... só que acontecendo mais rápido, mais depressa, com mais informações, com mais evolução, mais criações... mas o que você cria?! 

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2 comentários

  1. Compartilho desse sentimento de não saber pra onde vai. Tem tantas plataformas hoje em dia, Wattapad, Amino, Tumblr e a famosa briga de gigantes entre Youtube, Facebook, Instagram e Twitter, um tentando engolir o outro. Acho isso tão frenético! E me sinto deslocada por ir contrária a maré. Acredito que em algum momento as pessoas vão acordar e perceber o quanto esse ritmo tem adoecido a gente.
    Um beijo, Jaque.
    ocraniodocorvo.wordpress.com

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    1. Isso me lembra muito a treta das corporações em Neuromancer! Fica a indicação de leitura! <3 E agradeço por suas visitas e comentários construtivos, Adri! Acredito que já estamos percebendo isso! Um beijo!

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Muito grata pelo contato, seja sempre bem vindo! :3
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