Noite Escura, Andy Corsant

5.6.19

Decidi fazer um texto extra essa semana para comentar uma HQ que estava na minha lista de leitura e terminei de ler esses dias, antes de começar o livro do Heinlein. Este mês recebi de cortesia o mais novo lançamento do Andy Corsant, a HQ Noite Escura. Fiquei feliz quando chegou aqui em casa, ainda mais depois de tantas tentativas de entrega falhas por este maravilhoso Correios, haha! Eu também já havia recebido em uma ocasião anterior o Prisma Negro e gostei muito, fico feliz pela oportunidade de apreciar mais um trabalho do cartunista Andy Corsant, poderia até dizer leitor antigo do blog.


Sobre: "Não direi meu nome por causa da minha profissão; não apenas por isso, mas porque é irrelevante - posso já ter sido assassinado ou assumido outras identidades. Já sobre meu ofício, revelo algo a respeito de um trabalho que executei sem receber um tostão furado: o Violência e Perversidade. Você leu direito, não recebi nada para escrever este código. Acontece que um colega meu trabalhava na empresa que fabricava os 76uybh e ele me contou dos execráveis testes em animais e - como se não bastasse - também em seres humanos que ocorriam por lá. Órgãos humanos são fáceis de se reproduzir em laboratório, menos o cérebro. E assim como, antes de nossas atuais tecnologias, raptavam-se pessoas a serviço do tráfico de órgãos, o fabricante do 76uybh fazia o mesmo para testar seus enxertos cerebrais. E quando as primeiras unidades do 76uybh começaram a ser distribuídas para figurões barra pesada e donos de altos cargos no poder, identifiquei uma vulnerabilidade no firmware que me fez deitar e rolar. Escrevi o VP para que anos de investimentos e pesquisa daqueles pulhas fosse  pelo ralo. Estou satisfeito com o que aconteceu e espero que você também." (Contracapa da HQ!)

Comentários: Comentando aspectos técnicos e práticos, o trabalho desta HQ está muito mais elaborado e profissional que a anterior, sem dúvidas. A história também é muito mais complexa, embora meu preferidinho seja a história do Prisma Negro, com certeza. Como acompanhei relativamente próxima a elaboração deste trabalho, posso dizer que percebi como o traço do Andy amadureceu neste processo, os desenhos estão mais elaborados e a qualidade investida no próprio material da HQ é superior. Me vejo na obrigação de escrever este meu ponto de vista porque acho interessante quando pontuam nosso progresso... Comentando a história em si, realmente muito boa. Confesso que quando li a premissa da contracapa não fazia ideia do que poderia se tratar e fiquei até confusa, mas depois de ler, peguei o feeling da coisa. É uma boa sci-fi brasileira, poderia-se dizer até que ambientada no cyberpunk / biopunk, talvez. Acho interessante como os personagens são bem reais e bem humanos, e também, gostei das alusões claríssimas ao Hellraiser, não teve como não perceber! Destaque para o conceito de cura de toda aquela violência pela gratidão e a felicidade, representados pela Família Feliz. Sarah, na minha concepção, acaba atuando como a verdadeira Oráculo de Matrix, ajudando Suzano - que por sua vez, muito me lembrou Case (Count Zero). Pura violência e demonstração de que muito do que percebemos acontece na mente, muito legal. Fico feliz quando vejo autores brasileiros mostrando seu trabalho e faço questão de divulgar aqui, lamento até mesmo o fato de não podermos ter ido adiante com a HQ no qual eu era roteirista, hauha! Mas tudo bem. Valeo Andy Corsant pela cortesia e queridos cyberfriends pela leitura! Até o próximo texto. | Veja também: Prisma Negro, Andy Corsant

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