A arte de compreender que a vida é de fases

12.7.18

Confesso que passei um tempinho olhando pra tela do notebook sem uma palavra sequer vir à mente. Aí fui pesquisar as publicações do blog que tem mais acesso e reparei que meus maiores acessos tem à ver com cabelos... Eu tenho esse meu jeito introspectivo, então, entrei em uma viagem mental enorme. Lembrei que esse foi como o meu primeiro amor, eu que sempre gostei de cores, que anos atrás, antes mesmo disso tudo se tornar a moda que se tornou - e hoje, já ser algo relativamente comum, eu olhava fotografias de cabelos coloridos na internet e nunca, jamais imaginei que fosse pintá-lo um dia daquela forma. Por muito tempo fugi das câmeras, então, meus registros fotográficos vieram bem depois. Acabou que percebi o quanto eu tenho a mania de fazer as coisas sempre quando a "moda" já passou... viajando pra outros assuntos, há anos recebia toques de que deveria começar a gravar e me dedicar mais ao blog. Hoje chego a ficar meio brava comigo mesmo por ser tão lenta, ou relapsa. Mas aí eu me lembro dos porquês... Ser meio sensitiva é entender a energia que as pessoas emanam. Esses dias estava ouvindo aquela música do Twenty One Pilots, que ele diz: "my name is Blurryface and I care what you think", me senti representada, hauha! A verdade é que lá no fundo, eu me importava com o que diziam, não por falta de personalidade, mas porque machucavam! Porque eu percebia que muitas coisas eram ditas para machucar. Ao mesmo tempo, não posso deixar de lembrar de todo carinho que recebia também, simplesmente por afeto, ou admiração.
Eu AMO essa arte da Molly Millions do DeadInsane!
E eu, antes de compreender (graças à um livro Jedi aí... hauha!) que "mais sobre si mesmo as palavras de um agressor são", acabava me culpando ou desvalorizando as coisas que fazia por conta da (des) aprovação alheia. Crescer longe da família não é fácil... ou pelo menos, das pessoas que reparam como você está e se importam realmente com você. Eu tenho até hoje dificuldades em formar laços porque os que eu formo com as pessoas, sejam amigos que considero verdadeiros ou até mesmo família ou que considero família mesmo (porque às vezes, nem são de sangue), costumam ser muito profundos. Muito profundos. Eu me pego hoje olhando no espelho e vejo uma pessoinha cheia de medo de magoar os outros, talvez porque eu saiba o quanto dói ser magoada, hauha! Isso tudo é meio idiota, e eu odeio parecer emotiva, mas fazer o quê, né... that's what I feel. As coisas nunca são como pensamos que elas são, que dirá as pessoas então... seja como for, no fim disso tudo, é bom perceber que tudo muda, tudo passa e o aprendizado continua. Compensa aproveitar bem os bons momentos, e não se demorar demais nos ruins, afinal, eles servem apenas para lições. Porque precisamos dos nossos opostos para aprender... quebrar o orgulho, perdoar... enxergar até mesmo aquilo que não queremos admitir para nós mesmos. A vida é feita de fases e precisamos delas, para assim podermos evoluir. E qual o verdadeiro sentido da vida, se não é evoluir?!

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